[ Este tema est� se desenrolando para �reas bem complexas, n�o estou
satisfeito com minhas respostas pois para se entender o problema �
preciso conhecer e discutir muito sobre tecnologias atuais, custos,
novas tend�ncias, direitos do cidad�o, direitos do consumidor,
mercados, pol�ticas anti-trust, leis e sistema judici�rio, ...
Apenas para registro: n�o tenho interesse em flame war... :)
Apesar desse tema ser off-topic para o Linux, � indiscut�vel que
Internet afeta diretamente esse sistema, assim como este sistema
est� intimamente relacionado com Internet e formas de acesso.
]
On Fri, 11 May 2001, Edgard Lemos wrote:
> Em sex, 11 mai 2001, Wagner Klein da Silva escreveu:
> > 1 - Existe monop�lio na Telefonia.
>
> Que monop�lio? O monop�lio foi quebrado por uma emenda constitucional e o
> Sistema Telebr�s retalhado e vendido em 1998.
Ent�o, e cada comprador ganhou o direito de explora��o exclusiva at�
2002, � uma "reserva de mercado", chame do que quiser, pra mim �
monop�lio... :)
> > 2 - Existe a proibi��o por parte da ANATEL da Telef�nica em ser
> > provedor.
> Essa proibi��o n�o existe. O que a lei diz � que para ser provedor,
> a Telef�nica precisa constituir uma empresa separada para esse
> fim. � por isso que ela comprou o Terra.
Vai um pouco al�m: ela n�o pode oferecer � sua pr�pria empresa "irm�"
contratos diferentes do que oferece � outras empresas.
Nisso j� vai um baita "tapet�o" para a concorr�ncia: a Teleaf�nica
pode fornecer informa��es prilegiadas em termos das decis�es
estrat�gias que a empresa vai adotar. Al�m do que o investimento da
Telef�nica no Terra tem retorno redobrado para a Telef�nica.
S� por isso a Telef�nica n�o deveria ter o direito de ser provedora,
sem que qualquer provedor pudesse tamb�m ser uma empresa de telefonia.
O que voc� acha da PROIBI��O de usar "telefonia sobre IP" que a
Telef�nica *imp�e* para prover o servi�o speedy?
Ali�s, existe essa proibi��o no Speedy Bussines?
Por que uma empresa de televis�o a cabo n�o pode mudar sua tecnologia
(e mesmo abandonar a transmiss�o de sinal de televis�o) e passar a
oferecer acesso bidirecional de alta velocidade e telefonia sobre IP?
Simplesmente n�o pode!
Continue a analisar o que cada um pode ou n�o fazer em telefonia e
ver� que n�o existe equidade, as empresas de telefonia tem o direito
exclusivo de explorar este mercado. Hoje � uma, amanh� duas ou mais,
mas infelizmente n�o pode ser "quantas quiserem" pelo simples fato de
limita��es de a��o f�sica sobre a cidade.
Mas ser� que precisa mesmo ser assim como � hoje?
Se as empresas de telefonia forem livres para fazer o que quiserem e
ainda assim manter seus direitos exclusivos sobre o fornecimento de
"link galv�nico", logo elas s�o as provedoras, depois as hospedeiras,
depois as fornecedoras exclusivas de todo e qualquer servi�o via
Internet.
Felizmente devido a natureza construtiva da tecnologia usada na
Internet isso � imposs�vel, pois at� tambores e sinais de fuma�a podem
ser usados para trafegar os pacotes! :)
Novas e antigas tecnologias podem ser adaptadas para trafegar pacotes:
televis�o a cabo, fibra �ptica, r�dio, rede el�trica, infravermelho,
laser, ultrasom, sonar, sei l� mais o que! :)
Essa � a �nica garantia que temos que vai manter as empresas de
telefonia dentro de padr�es aceit�veis. Mas eu acho que � pouco!
> > O motivo da proibi��o � simples: como pode uma empresa ter monop�lio e
> > ao mesmo tempo concorrer com seus clientes provedores?
> Tamb�m n�o � nada disso. As empresas de telefonia t�m concess�o para
> oferecer servi�os de voz, apenas, e cobrar por tempo de conex�o.
Uai, "apenas"? Ent�o speedy j� � um crime, ou no m�nimo um abuso
praticado pelas teles! ;)
> O que o governo teme � que as empresas ofere�am comuta��o de voz via
> IP, contornando o sistema de impostos montado para cobrar ICMS,
> Fistel e outros impostos em cima das conex�es consideradas puramente
> "telef�nicas".
Imposto � imposto, quando isso se tornar significativo eles passam a
cobrar o equivalente das empresas de acesso.
> Uma maneira de contornar os impostos seria oferecer acesso a
> comunica��o de voz via IP como uma simples presta��o de servi�os de
> um bir�, ou provedor, ISP, ASP, os quais n�o pagam ICMS, s� ISS.
N�o subestime a capacidade do governo de taxar! :) A �nica
incompet�ncia cr�nica do governo � n�o cobrar impostos sobre grandes
fortunas, sobre terras improdutivas, sobre milhon�rios donos de
empresas falidas, ... :(
> > Os provedores s�o OBRIGADOS a contratar as empresas de telefonia para
> > links digitais.
> Tamb�m n�o. Voc� pode contratar uma empresa de presta��o de servi�os
> de rede de dados de alta velocidade como a Promon IP, a MetroRED,
> entre outras, que n�o s�o empresas de telefonia.
Mas qual a �rea de cobertura dessa rede? E para voc� atender aos seus
clientes AGORA espalhados por todos os cantos, e para as empresas se
conectarem via "cobre"?
Qual o percentual de provedores que n�o usam as empresas de telefonia?
Que eu conhe�a, somente as empresas especializadas em acesso via r�dio
e tv a cabo, sendo que link de fibra �tica custa os tubos. Acesso via
r�dio est� ganhando um bom terreno em edif�cios. Eu quero ver o que
vai acontecer com o 802.11b...
> > N�o existe outra empresa de telefonia convencional em
> > S�o Paulo.
>
> Existe a V�sper. Ano que vem outras empresas vir�o.
Voc� n�o entendeu o detalhe da palavra "CONVENCIONAL". A �nica
empresa que pode passar "cobre" pelas ruas, hoje, � a Telef�nica.
> Para empresas existe a Embratel, que trabalha com telefonia
> convencional, mas somente para liga��es interurbanas e
> internacionais, por enquanto.
Embratel com telefonia convencional??? Aqui em SAMPA? Se ela tem
algo assim, acho que s� em lugares ermos onde s� tem meia d�zia de
clientes... :)
> A Intelig tamb�m atua em S�o Paulo, especialmente em provedores.
Como? Passe um link se poss�vel. N�o existem detalhes na p�gina deles.
> O monop�lio foi extinto em 1998. Em 2003, as empresas n�o ter�o
> �reas de concess�o definidas e poder�o trabalhar em todo o
> territ�rio nacional.
Qual a diferen�a funcional entre "�rea de concess�o definida" (e
exclusiva) e monop�lio, na �tica do cliente? E ainda n�o passamos
pela quebra real de monop�lio (ou "exclusividade" se preferir). Os
progn�sticos s�o bons, principalmente porque ainda estamos numa fase
de investimento maci�o sem expectativa de retorno � curto prazo. Mas
eu n�o me iludo com le�o manso, na hora que ele tiver com fome, voc� �
o almo�o... :)
> Concorr�ncia n�o � mesmo um barato?
E � o que n�o pode acabar na �rea de provimento de acesso, seja qual
for o meio de comunica��o.
Quando o pessoal critica o fato de n�o precisar de provedor, e acha
que o provedor t� ganhando sem fazer nada, n�o sabe que os provedores
que n�o usam ATM est�o PAGANDO para a telef�nica, o provedor est�
sendo usado apenas como um intermedi�rio para burlar a lei!
> Isso � uma lei que existe no EUA e no Brasil. � a lei anti-truste
> que regula a forma��o de monop�lios e cart�is, preservando a
> concorr�ncia nos mercados.
� algo pertinente ao tema, mas n�o vou entrar na �rea jur�dica, pois
seria off-topic demais. (alias, s� n�o acho este assunto off-topic
porque o Linux � um "produto da rede", e Internet � fundamental para
Linux / GNU / FSF / open source & cia).
E tamb�m, no fundo, estamos falando de liberdade de comunica��o.
J� disse isso aqui, e apenas para n�o deixar sem registro, a �rea
juridica � o grande problema no Brasil. S� vamos nos desenvolver de
verdade quando a O Poder Judici�rio come�ar a funcionar de verdade. �
absurdo a morosidade, os custos, as formas "fraudulentas" para
postergar julgamentos, as senten�as casu�sticas e diamentralmente
opostas para demandas id�nticas, etc, etc, etc.
> Eu tamb�m acho. Mas n�o � preciso advogado. J� temos a Lei do
> Consumidor. A lei � simples e � aplicada rapidamente, sem muita
> pendenga. Em alguns casos basta invoc�-la e ler os artigos para o
> fornecedor que ele recua. Ele sabe que n�o tem chance num tribunal e
> o custo da pendenga n�o compensa.
Acho eu o �nico caso real aqui � o fato da Telef�nica estar fornecendo
o provimento, coisa que (ainda) � PROIBIDA de fazer. Mas talvez voc�
consiga um polpudo acordo com a Telef�nica... ;)
> > Imagine a bela situa��o em que a Telefonica detem 100% do mercado de
> > provedores de acesso. Acha que ela vai ser "legal" com o cliente que
> > est� 100% em suas m�os e n�o tem alternativa, nem ningu�m mais pode
> > entrar no mercado dela?
> Isso n�o vai acontecer (espero), porque, primeiro, h� outros
> provedores (v�rtua, @jato, etc.), sem falar nos provedores
> exclusivos para empresas, segundo porque a lei n�o permite
> monop�lio.
E � justamente para evitar de criar um monop�lio em outra �rea, usando
uma �rea j� monopolista (ou "�rea de concess�o definida" se preferir)
� que os provedores TEM que estar nessa "jogada". O fato � que
fornecimento de link digital sempre foi boicotado e sobretaxado, desde
os tempos da Telesp. A Telesp nunca permitiu flexibilidade nos
equipamentos a serem usados, voc� paga pelo modem, use ou n�o. Os
custos sempre foram abusivos e a demora para atender �s solicita��o
beirava ao absurdo.
> > Aqui em Sampa voc� paga R$64 para acesso dom�stico e $90 para acesso
> > empresa. Porque? Isso j� � um ABSURDO!
>
> Voc� n�o assiste televis�o? O Speedy baixou de pre�o: agora � R$49.
E o Speedy Bussines, baixou? Se n�o baixou, ent�o _aumentou_ o
absurdo... ;)
Ali�s, fui verificar a p�gina do speedy e ela n�o funciona no Nescape!
:(
Que tal amanh� a Telef�nica informar: somente browser IE + Win2002
podem ser usados para acessar p�ginas web...
(continua na pr�xima mensagem... ;)
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