Leandro, realmente é importante lembramos quando colegas da lista usam leitores de tela. Eu lembrava que o Luciano usa, mas tinha consciência de que o uso da interface gráfica no caso seria mais fácil do que pela linha de comando.
Em 20 de fevereiro de 2011 19:33, Luciano de Souza <[email protected]>escreveu: > > Fazer tarefas por meio da linha de comando é, por vezes, desnecessário, > mas como nem sempre consigo avaliá-lo, acabo por optar pela linha de comando > por saber que é um caminho certo e que não terei de formular a pergunta > novamente. Mas testei o presente caso. A criação de usuários pela interface > gráfica é mais simples do que pela linha de comando. > > É uma coisa somada. O orca trabalha com a acessibilidade dos programas que usam a biblioteca GTK (como o Luciano explicou no e-mail dele). Todas as interfaces de configuração do Ubuntu são em GTK, pois fazem parte do GNOME. Logo eu já sabia que o orca as leria corretamente. Adicionalmente, criar um usuário pela linha de comando envolve muitos detalhes, que a interface gráfica já automatiza. Isso para definição dos grupos, principalmente. A interface gráfica oferece três "perfis" de usuários, isso nada mais é do que 3 conjuntos diferentes de grupos a que esses usuários vão pertencer. Dá pra fazer o mesmo pela linha de comando, mas isso tornaria a operação mais complexa, talvez demasiadamente complexa. > O Orca já faz muita coisa. Basta dizer que são acessíveis: Gedit, Writer, > Calc, Firefox, Nautilus, Thunderbird, Rythmbox, Audacious, Audacity, Planer, > Tomboy, Zim, CHMSee, GNU Cash, Gnome Baker, Pidgin, Ekiga, Gwget, > SoundConverter, Eclipse, etc. Já não é uma lista tão pequena. Ser acessível > não quer dizer que dá para fazer tudo, mas que todos eles são utilizáveis > com maior ou menor conforto. > > Você listou aplicativos que usam a biblioteca GTK. É simplesmente isso, o orca lê os controles da GTK. Se você fizer um programinha em python que usa GTK, e seguir certos parâmetros, ele já será lido pelo orca. De forma semelhante ao que você citou do Window Forms. > No Linux, há uma convivência entre muitas interfaces gráficas. Leitores de > telas terão de interagir de modo diferente com cada uma delas. Para mim, > esta é uma desvantagem. Mas é claro que há também vantagens. O fato de o > código fonte das aplicações ser aberto, provavelmente facilita ao > desenvolvedor do leitor de telas entender como funciona o aplicativo com o > qual o leitor de telas tem de interagir. Além disso, no Windows, há a > obsolescência programada. Quantas foram as vezes em que me considerei feliz > em ter encontrado um programa e, ao atualizar o Windows, ele deixou de ser > compatível? Não creio que o Linux está inteiramente preservado deste > problema, mas sem dúvida, o efeito é muito menor. Então, se um novo > aplicativo torna-se acessível, creio que se soma aos aplicativos acessíveis > que já existem. Embora a oferta de programas acessíveis seja menor, penso > que o fato de a obsolescência fazer menos vítimas, no médio a longo prazo, > tornará o Linux o melhor sistema para usuários de leitor de telas. > Acho que no mundo livre existe a obsolescência planejada (estou inventando o termo agora). Algo se torna obsoleto quando precisa se tornar obsoleto, quando não faz mais sentido manter o suporte (mouse usando porta serial, por exemplo) e não quando deixa de ser lucrativo para alguma empresa (que é o caso da obsolescência programada). É mais uma questão de acompanhar a evolução do mercado versus ditar unilateralmente uma mudança de rumos. Mesmo assim, sempre haverá quem use a tecnologia obsoleta, e quem a mantenha, mesmo que apenas um número reduzido de pessoas. -- Humberto Fraga http://lixaonerd.wordpress.com http://ostelematicos.blogspot.com "Sur la tuta tero estis unu lingvo kaj unu parlomaniero." - Gn 11,1 -- Mais sobre o Ubuntu em português: http://www.ubuntu-br.org/comece Lista de discussão Ubuntu Brasil Histórico, descadastramento e outras opções: https://lists.ubuntu.com/mailman/listinfo/ubuntu-br

