2009/4/13 Roberto Parente <[email protected]> > Olá pessoas, > > Eu num entendo é pq o pessoal fica nessa de "Os supra-sumos do mercado SL > ficam parados"... Existem dois pontos que gostaria de colocar sobre essa > forma de pensar... > > 1- A MS sempre foi mais esperta do que esse pessoal do mercado de S.L. > Ela "ataca" em muitas frentes. Por exemplo em universidades, governos, > eventos acadêmicos, eventos corporativos, eventos de SL (esse é o mais > legal) e etc... Lógico que não dá para comparar os bilhões da MS com o > milhões das CIA de "FOSS" (entre aspas com referência ao email do Olival > JR). Então temos um fato nesse ponto: A MS é mais esperta (ou experiente?) > do que as empresas de FOSS e os vários acordos não são nada mais que > constatação desse fato. Fico me perguntando: Se os lobbys viessem a tona, > quais empresas foram atrás de governos para acordos desse tipo? Tenho minhas > dúvidas se teriam outras fora a MS. >
Acredito que o dinamismo da MS vem justamente do interesse em levar vantágem em cima do cliente. Dá o primeiro passo quem tira mais vantagem. Os acordos da MS sempre à favorecem bem mais que o razoáve, já os acordos de SL são bem balanceados, beneficiando as duas partes. Logo, as duas partes devem se procurar mutuamente. > > 2- Será que a proposta da comunidade SL é realmente esperar outra > empresa dar uma contra-proposta para o governo e, talvez, ser aceita? Assim > ficamos todos felizes da vida? Eu realmente acho um disperdicio um governo > contratar empresas para isso. Então porque a comunidade não cria uma postura > dos governos serem mais pró-ativos na área de TI? Quase todo governo > estadual tem sua empresa de TI (se não tem pq não brigar por isso?) e pq não > investir o dinheiro que iria para a MS, Red Hat, Novell e etc internamente e > estruturação real? Universidades, pessoas (eu sei que sonhar com concurso > público é demais, mas enfim) e etc. Apesar de ter minhas diversas críticas > ao governo do Ceará, uma coisa que eles estão indo de forma interessante > (não ideal, mas enfim né) é investindo junto com universidades e > estruturando a TI com S.L. Eles têm sim uns contratos aqui e aculá com Red > Hat's da vida, mas eles estão fazendo tudo internamente, usando boa parte da > mão de obra já existente no Governo... Então fica a minha dúvida: Será que a > comunidade deve esperar alguma corporação/empresa chegar com um guarda-chuva > e dizer "Eis a minha solução para seus problemas" (na minha visão isso é > quase a mesma coisa de um acordo com MS, não tenho fetiche pelo nome > "software livre" ao ponto de achar que isso seria o máximo isso). > Acho que é por aí. O governo deveria deixar a mentalidade de consumidor e passar a ter uma relação mais participativa com a tecnologia da informação. > > Por fim, fica a dúvida: Como a comunidade se movimenta? Fala isso pq > se fosse um ataque a outros movimentos sociais (estou colocando no mesmo > bolo como sendo movimentos pró algo "melhor") com certeza os militantes > (esse termo assusta algumas pessoas?) estariam fazendo minimamente > panfletagem em algum local da cidade, isso atinge muito mais diretamente do > que discutir em listas de email com pessoas que pensam minimamente parecido > com você... > > Então a pergunta: E ai, o que vamos fazer? Cartilha seria uma boa? > Subversão? Procurar audiências pública? Panfletagem? E ai, qual será a > nossa? > Acho que é processo cultural que demora um pouco para ganhar maioria entre os profissionais da área, tão acostumados com o modelo fechado. Quem tem poucos recursos tem que investí-los em medidas duráveis, que vão permanecer frutificando durante um longo período. Ficar competindo com as iniciativas da MS batalha por batalha consome muito tempo da comunidade, e deixa todo mundo muito cansado. Acho que investir o próprio tempo fortalecendo a infra-estrutura do modelo SL para que os profissionais de SL possam produzir cada vez mais, na minha opinião, é uma maneira mais eficiente de usar nossos recursos humanos do que ficar boicotando a todo custo a MS. Quando tem uma forma fácil de boicote, Ok, quando não tem, é só replanejar e se concentrar no que é mais importante: fortalecer o nosso modelo com ferramentas primeiro e sempre, com usuários quando possível. Se alguém puder ir lá e conversar com as pessoas chaves, explicar a situação e mostrar que onde está o golpe, mensionar que a equipe interna pode oferecer o mesmo através de produtos com a mesma funcionalidade, gratuitos, adaptáveis, etc, etc, beleza. Se não der, ok, não dá para ganhar todas na base do sacrifício pessoal. -- Glauber Machado Rodrigues PSL-MA jabber: [email protected] música livre é bem melhor: http://www.jamendo.com
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