A pedido do Jaime, repassando para a PSL-Brasil. > ---------- Forwarded message ---------- > From: "Jaime Balbino" <[EMAIL PROTECTED]> > To: "Alexandre Oliva" <[EMAIL PROTECTED]> > Date: Sun, 13 Jan 2008 18:40:07 -0200 > Subject: Re: [OLPC Brasil] Especificação dos laptops educacionais > do pregão 59/2007? > > Repassem por favor para as listas na qual não sou assinante, (como a PSL) > > Em 10/01/08, Alexandre Oliva<[EMAIL PROTECTED]> escreveu: > > Não vejo como argumentar que plugins e firmwares "instalados no > > equipamento" não se enquadrem nessa definição, sendo assim não vejo > > como possam escapar à cláusula 4.8 do edital: > > > > Até que dá pra engolir essa possibilidade, mas "fornecer códigos > > fontes" e "repasse tecnológico de toda a solução" não deixam muita > > margem a escape ao significado real de Software Livre. > > Num mundo perfeito eu concordo com você, mas a burocracia não costuma > "saber de cor" (e muito menos pesquisar) os detalhes fundamentais que > lhe são pertinentes. Vide como exemplo o próprio fato do pregoeiro do > presente leilão não ter lido (ou ter sido informado) que o Diário > Oficial já havia liberado de carga tributária federal, estadual e > municipal os laptops. Pelas pequenas contradições aparentes do edital > eu deduzo que qualquer definição oficial de "software livre" ou está > mal escrita ou não tenha sido consultada. > > Um significa mais genérico de "software livre" compatível com a FSL eu > até acho que eles tenham, mas é nos detalhes que a coisa desanda (no > caso, quando se fala em plugins e flash principalmente). > > > Não seria o caso, da mesma maneira, de informar os fiscais e agentes > > decisórios a respeito dos diversos pontos em que concorrentes que > > alegam atender ao edital não o fazem? Não só nas dependências > > monopolísticas mais óbvias, como do sistema operacional e dos > > aplicativos mais visíveis, mas também de plugins, drivers, firmwares > > de placas de rede sem fio, microcódigo do processador e até o projeto > > do hardware, que, se pode argumentar, está contemplado no mesmo item > > 4.8: "repasse tecnológico de toda a solução". > > Este é que é o ponto chave da questão burocrática. Como o governo não > define claramente o que deseja e dá várias brejas, cabe somente o > artifício da denúncia para enquadrar corretamente as suas definições e > superar os buracos e contradições. Isto é: se a burocracia é > ineficiente, cabe ao cidadão correr atrás para fazer valer a intenção > da licitação - e não "a letra" do edital. > > > > > O Flash e o Java aparecem como elementos externos ao sistema > > > operacional e aplicativos; > > > > Não entendo a motivação por detrás do silogismo. Que importa se estão > > no sistema operacional ou no aplicativo? O edital fala "sistema > > operacional e demais softwares instalados no equipamento". plugins > > por acaso não atendem à definição de software na lei brasileira ou, se > > preferir, ao significado do dicionário? Pode querer dizer que são uma > > classe específica de software, posso concordar com isso, mas esse > > argumento não ajuda em nada a excluir essa classe das exigências de > > 4.8 do edital. > > Concordo com todas as suas colocações, mas lembro que estava fazendo o > jogo da lógica do inimigo, quer dizer, do cara não-compentente em SL > que escreveu o edital. Pelo que está escrito e pela contradição > imposta (nas exigências técnicas e nos exemplos de sites) dá para > deduzir como esse cara pensou, e foi isso que eu fiz. Seus argumentos > estão corretos e concordo com eles, mas não parece ser essa a linha de > pensamento que a organização seguiu. > > > > Apesar do edital não exigir padrões proprietários (apesar de "indicar" > > > a compatibilidade com Flash e Java) ele parece preocupado com o legado > > > de conteúdos educacionais em diversos formatos. E o fato deste > > > conteúdo estar em Flash, MP3, entre outros, escreve uma "cláusula > > > oculta" no edital que termina por exigir essa compatibilidade sem > > > explicitá-la. > > > > Sinto um cheiro esquisito aí, mas não se deve atribuir à malícia o que > > pode ser explicado por ignorância, né? :-) > > Neste ponto eu chego a imaginar uma briga de bastidores para não > incluir cláusulas que deixassem explícita a compatibilidade com > padrões não-livres, ao mesmo tempo que outro grupo queria exigir > compatibilidade com projetos já existentes. É uma coisa que realmente > acontece em política, e não tem nada a ver com ingenuidade... > > > Excelente! Obrigado por fazer o teste. Eu só ontem consegui colocar > > o software do OLPC pra rodar (ainda de forma meio precária) no laptop > > da minha filha de menos de 4 anos. Ela está adorando! > > > > Estou pra publicar a receita de que usei pra fazer a instalação sem > > substituir o GNU/Linux que ela já se acostumou a usar. > > Há agora um CD live com o software do XO para PC. Não testei ainda, > mas parece melhor e mais fácil que outras opções. Procure no buscador > do wiki do projeto. > > > > > > Pelo que foi dito acima, acredito que a distribuição que incluir o > > > plugin Flash da Adobe NÃO será desclassificada sob o argumento de que > > > este não é software livre/código aberto. > > > > E agora, que fica claro que seu argumento estava baseado numa leitura > > incorreta do requisito do edital, você ainda acha isso? > > Eu acho que se o plugin livre não ler com 100% de precisão os sites > indicados, o plugin proprietário só será desclassificado mediante > denúncia de outro concorrente prejudicado E QUE também tenha um plugin > livre que faça a leitura corretamente. A homologação é um processo de > negociação e o interesse maior é garantir a finalização de acordo com > o interesse público, para isso pode ser necessário justificar alguns > descumprimentos de cláusulas alegando que o mercado (os concorrentes) > não ofereceram solução completamente à altura do edital. > > Eu pessoalmente concordo que firmwares e plugins devem se enquadrar > como software livre, mas sei também que não há explicitamente > exigência de uma BIOS livre e que os plugins livres não rodam com > precisão os sites do edital (o OLPC aidna se sai melhor com sua versão > do Gnash, em comparação com o Ubuntu, pelo menos). Eu sofro desse > dilema, pelo qual passam muitos desenvolvedores e envolvidos com SL, > estou envolvido em projetos com o Red5 e OpenLazlo para > video-conferência e não tenho como sugerir um plugin flash que não > seja o proprietário para meus clientes. Como não programo em linguagem > de baixo nível e sei que os plugins livres simplesmente não possuem o > código necessário e que precisaria desenvolvê-lo, fico no dilema de > criar servidores livres para operarem obrigatoriamente em sistemas > não-livres. > > > > Qual o raciocínio pra dizer que o firmware não seria software? > > Eu não disse que o firmware não é software, mas que não há histórico > de se exigir firmwares livres. O OpenFirmware é um projeto recente e > até há alguns anos atrás exigir isso sem abrir excessões (para a BIOS > e placas de vídeo 3D, por exemplo) seria mesmo impossível. > > > > Ou só oferecem os fontes para seus clientes diretos? Isso estaria > > perfeitamente de acordo com licenças de software livre, inclusive as > > copyleft. Software Livre não significa ter que entregar o código para > > qualquer um que peça, ou ter de publicá-lo, significa apenas que os > > usuários tenham as 4 liberdades respeitadas, e isso inclui a > > necessidade de que eles, os usuários, tenham acesso ao código fonte. > > Mas se você não tem acesso ao software, não é usuário, portanto não > > faz sentido sequer especular se você tem as 4 liberdades respeitadas. > > Pera aí! Tudo bem que você é o especialista aqui, mas pelo que sei os > fontes devem estar disponíveis de alguma forma: seja sendo > distribuídos junto com o software compilado; seja em um repositório > on-line; seja mediante envio direto, com pagamento do transporte e da > mídia. Eu não tenho notícia de que alguma distribuição nacional tenha > intencionalmente apagado as informações de autoria e licença do código > fonte. > > Você tem informações de alguma outra distribuição nacional que siga os > procedimentos da Insgine GNU/Linux? Por favor, esclareça como os > fontes devem ser distribuídos quando em GPL 2.x e 3, fiquei com dúvida > agora. > > Um abraço, > Jaime Balbino
-- Felipe Augusto van de Wiel (faw)
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