On Aug 29, 2007, Ufa <[EMAIL PROTECTED]> wrote: > O pregoeiro enviou email com o estudo feito em 2005 pela receita e > citado na justificativa de negação do provimento das impugnações.
> tá aqui, temporariamente: http://ufa.eng.br/OfficeSRF.pdf Contém uma falácia poderosíssima em sua capacidade de confundir: Econômico: compensa utilizar uma solução que, embora gratuita, requer significativo investimento para a migração e sua posterior preservação? "investimento para a migração" tem várias parcelas: - quanto custa pra converter os documentos que existem hoje, que podemos precisar acessar no futuro? Com Microsoft Office e seus formatos proprietários, não há garantia de compatibilidade, cada upgrade é uma aventura. Com qualquer implementação livre de padrão aberto livre, sempre é possível acessar o arquivo criado anteriormente, mesmo que isso exija algum esforço. Atribuir à plataforma livre o custo de saída da plataforma proprietária é enganoso. É um custo que já se assumiu quando se escolheu a plataforma proprietária, não serve como argumento para favorecer o proprietário. - quanto custa para treinar os funcionários na plataforma nova? Com Microsoft Office 2007, a interface é toda diferente. Tome treinamento! Sem contar todo o treinamento que já foi feito em versões anteriores, que parece que não está sendo levado em conta na comparação. Já foi gasto, mas se é pra comparar TCO, tem que entrar na conta. Com BROffice.org, a interface não é idêntica, mas é bem mais familiar. Treinamento, sim, mas pra quantos vai ser necessário, e com que custo? Sobre "posterior preservação": - quanto custaria para manter *todo* o parque instalado atualizado a cada upgrade que se decidisse fazer do Microsoft Office? Sim, precisa atualizar tudo, justamente por causa das incompatibilidades intencionais introduzidas a cada versão, o que inviabiliza o upgrade de somente parte do parque instalado. Com implementações livres, o potencial para incompatibilidades não desaparece, mas padrões abertos livres evoluem de acordo com os interesses da sociedade, não de acordo com interesses particulares de uma única empresa. Pelo menos até que a Microsoft demonstre o contrário. E, aparecendo incompatibilidades, sendo a implementação livre, sempre é possível adequar o software ou criar conversores para ajustar todo um conjunto de arquivos que necessite ser preservado. Tente fazer isso com software proprietário que implemente padrões proprietários! Qualquer que seja a conta feita, o BROffice.org fica à frente do Microsoft Office, e isso falando só em termos financeiros. Colocando na balança ainda a soberania, a transparência e a independência tecnológica, não tem nem chance pro Microsoft Office. A única forma de tentar fazerem prevalecer os novos enganos, como estão tentando, é através dos erros passados, insistindo em esquecer de colocar custos passados e futuros em um dos pratos da balança, ou mesmo empurrando-os para o outro prato da balança. Uma manobra muito esperta, mas não me convence. -- Alexandre Oliva http://www.lsd.ic.unicamp.br/~oliva/ FSF Latin America Board Member http://www.fsfla.org/ Red Hat Compiler Engineer [EMAIL PROTECTED], gcc.gnu.org} Free Software Evangelist [EMAIL PROTECTED], gnu.org}
_______________________________________________ PSL-Brasil mailing list [email protected] http://listas.softwarelivre.org/mailman/listinfo/psl-brasil Regras da lista: http://twiki.softwarelivre.org/bin/view/PSLBrasil/RegrasDaListaPSLBrasil
