On 8/2/07, Guilherme H. S. Ostrock <[EMAIL PROTECTED]> wrote: > > Não sei se ainda há interesse, mas como topei hoje com este texto, vou > continuar a tradução do texto > Meu Espanhol não é algo que possa se dizer "puxa que maravilha de > espanhol" ;-) , > > Pequenas empresas no século XXI > > "MS se compromete a estabelecer alianças com os membros deste mercado , > incluindo el retail(???), para facilitar o acesso e adoção de ferramentas > de gestão das MIPYMES chilenas (sigla que designa pequenas empresa no Chile, > creio eu), mediante a incorporação de um pc e software de gestão > especialmente desenvolvidos para elas. > > O ministro da economia se compromete a coordenar com a "Direção de > contratação Pública (central de licitações chilenas???) para difundir esta > oferta com o fim de estabelecer as ações concretas para que possa seja > recebida adequadamente pelas pequenas e médias empresas" > > Alguém falou no "meu primeiro pc" e "My Pyme Avanza" (no texto há um link > explicando que são programas de incentivos para a aquisição de computadores, > não muito bem sucedidos)? Novamente o governo veste a camisa da MS para > promover seus produtos, sem licitação ou concurso. > > H) Acesso tecnologico para setores com poucos recursos > > "MS se compromete a estabelecer alianças com os membros deste mercado , > incluindo el retail(???), para facilitar o acesso e adoção de suas > tecnologias a todos os estudantes e do país que estejam registrados ou > sujeitos ao benefício do "passe escolar" hoje administrado pela "INJUV". > > para isso a MS se compromete a fornecer a enciclopédia multimídia MS Math > que ajuda a resolver equações, geometria passo a passo e a integração com o > Office, planilhas e modelos para projetos e trabalhos, apresentações > diagramas e gráficos esta oferta estará disponível pelos próximos três anos > e estará disponível pelos próximos três anos e gerará economia para os > estudantes referidos, por aumentar seu acesso à tecnologia" > > Como se as informações do registro não bastassem, também os estudantes que > tenham obtido o "passe escolar" passarão a integrar a carteira de clientes > da MS. > > Por certo, alguém poderia indicar qual será a economia que os estudantes > terão sendo que existem alternativas gratuitas como a wikipédia, open office > e muitas outras, algo tão contraditório quando " economizamos comprando no > líder" Tradução literal, poderia ajudar Pablo?). > > I) Colaboração para a criação de uma internet segura > > "MS se compromete a doar ao serviço de investigação do chile, de todo o > software necessário para implantar a solução desenvolvida pela MS denominada > Child Exploitation Tracking System(CETS) para colaborar na luta contra a > pornografia infantil difundida pela internet, ainda compromete-se a " > contratar/desenvolver" um estudo legal que permita estabelecer o alcance e > eficácia da atual legislação de cibercrimes. > > MS garante sua participação em uma campanha de internet segura, que será > realizada dentro de determinados estabelecimentos educacionais. Esta > campanha passará para a comunidade estudantil conselhos práticos na > navegação pela internet para evitar que os menores corram riscos que possam > afetar sua saúde física e " sociológica/psicológica"". > > Talvez o único ponto "respeitável(???)" do acordo. Sem embaros tenho duas > preocupações: > > 1 ) o CETS será doado "perpetuamente" ou, como é comum nos acordos com da > MS, passado um tempo se deverá pagar a licença? Se as investigações já > possuíam uma ferramenta similar, seria interessante saber quem é, ou, a esta > altura era, seu provedor. > > 2 ) Qual será a neutralidade, comercialmente falando, da campnha de > conselhos de segurança nas escolas? Não se pode negar que será uma ótima > oportunidade para promover seus produtos. > > J) Colaboração com o governo em matéria de segurança informática > > "MS se compromete a apoiar economicamente o centro de "Monitoração, > analise e capacitação de incidentes de segurança" que depende do > departamento de ciências da computação da unversidade do Chile." > > A universidade do Chile e particularmente o DCC nunca tiveram especial > inclinação pelo uso de ferramentas da MS preferindo o desenvolvimento de > alternativas livres. > > K) centros de inovação e desenvolvimento da MS > > "A MS se compromete a desenvolver um estudo em ao menos três setores de > relevância da economia chilena sobre o impacto das tecnologias da informação > mas cadeias produtivas para difundir os benefícios na competitividade destes > setores." > > Curioso, muito curioso. > > Em sua intervenção Navarro no recorda que no último mês de Abril, o > programa das nações unidas para o desenvolvimento (PNUD), a sociedade de > fomento fabril (SOFOFA), a " Corfo" e o próprio Ministério da economia > juntamente com o governo japonês, firmaram um acordo para melhorar a gestão > e uso das tecnologias da informação das MiPYMES e governos locais através do > SL. > > Entre outros pontos este último acordo estabelece potenciar setores > produtivos como 1 - produtos do mar, 2 - produção de frutas 3 - Móveis e > produtos de madeira. > > Somem 1 + 1, melhor dizendo, 3X1. > > Não vou ocultar minha preocupação com este incomodo e preocupação com este > acordo negociado pelas costas dos chilenos. > > Para ser franco, quando conversamos com os representantes do ministério da > economia durante a campanha de MPPCDV, ficamos atônitos tanto com a > ineficiência governamental em desenvolver suas políticas públicas como com a > presteza com que correm para adotar as propostas comerciais das grandes > empresas. Alberto (editor de um blog linkado no texto) certamente se > recordará de alguns daqueles vergonhosos capítulos. > > <citação> Por que o ministro da economia continua ignorando os esforços, > tanto dos organizadores quanto de outras repartições públicas, para > encontrar alternativas, insistindo em firmar acordos milionários com a MS > sem nenhum tipo de licitação? > > É licito que o governo entregue à MS os dados do registro civil e "passe > escolar"? É ético que o governo se transforme no departamento de marketing > da MS rente aos municípios escolas e pequenas e médias empresas? > > Considerou que com estes acordos, o governos, está excluindo o > desenvolvimento nacional de software, sejam proprietários ou SL, de > participar como provedores do aparato estatal? > > Alegará também a ACTI que neste a neutralidade tecnológica está em risco? > > Como reagiriam nos EUA ou na UE frente a um projeto com estas condições e > alcances? > </citação> > > Desta vez foram longe demais. O governo fez um "outsourcing" de suas > obrigações para delegá-las aos serviços, e conveniências, de uma empresa > privada, vendendo, desta forma, a mais valorosa propriedade de um cidadão: > sua identidade. > > A MS pode trocar seu slogan por algo mais apropriado como a "pela razão ou > pela força". > > De qualquer forma, já lhes pertence. > > > Notícia confirmando o acordo: > http://www.gobiernodechile.cl/agenda/info.asp?fecha=2007-5-9&month=5&year=2007 > > > Ministro da economia, Alejandro Ferreiro, firma o acordo de colaboração > entre a dita secretária do Estado, MS corporation e MS Chile. > > Lugar: Sala de Reuniões, Gabinete ministerial. Teatinos 120 piso 10. > > Integra do acordo: > http://eldiabloenlosdetalles.net/acuerdo-marco-de-colaboracion-microsoft-gobierno-de-chile > > Acho que não cometi nenhum erro crasso, tanto na tradução, como gramatical > ou de concordância, mas de qualquer forma, caso haja algum peço desculpas, > mas não vou revisar tudo isso....
-- Att. Guilherme H. S. Ostrock
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