Oi Edgard,
Eu também concordo com o seu posicionamento e do Jesulino acerca da
importância de se identificar candidatos sérios que trabalham para > o
movimento de inclusão digital com software livre. Aliás, esta é a> té uma
questão que deve ser muito bem refletida no plano da inclusão digit> al. Eu
tenho toda uma formação comunitária e a questão tem que ser bem> refletida
para separar o joio do trigo, pois a grande verdade é que muitos polí> ticos
já perceberam que a inclusão digital pode ser um excelente filão > para ganhar
votos e uma verdadeira mina de ouro. Quando o projeto é bom, aí é> uma
consequencia benéfica e resposta da população a qualidade deste s> erviço de
governo prestado. Mas a questão é que muitos políticos já perce> beram que um
dos serviços de governo que mais dá voto a um partido é o do movi> mento dos
Telecentros (centros de tecnologia comunitária) e isso pode ser uma f> aca de
dois gumes.
Só para citar um exemplo, tem um deputado distrital atual que está > se
candidatando a deputado federal em Brasília (o Izalci) que em todo o > seu
mandato só conseguiu desenvolver uma experiência pontual numa escol> a pública
do plano piloto (o Gisno de classe média baixa) que já tinha um lab> oratorio
de inclusão digital. Porém, em seus discursos apresenta isso como > se
tivesse tido impacto em todo o DF e gerado uma revolução na aprendi> zagem dos
alunos, o que tenho lá as minhas dúvidas. Enfim, pode ter sido uma
experiência boa, mas que beneficiou a umas poucas pessoas e se baseou> em
estudantes voluntários da Universidade de Brasília. Em sua campanh> a
eleitoral, ele levanta a bandeira da inclusão digital como sendo uma > das
suas prioridades caso seja eleito, mas nos seus discursos dá perfeita> mente
para ver que ele saca pouco e está mal assessorado nesta área. Resp> eito as
pessoas que vão eleger este candidato aqui no DF e esta é apenas a> minha
opinião pessoal a respeito dele.
Inclusão digital é uma área maravilhosa, mas o movimento brasilei> ro vem
enfrentando desafios referentes a questões éticas sérias em algun> s projetos
governamentais e em emendas de parlamentares (vide escândalo já pub> licado na
mídia). Alguns políticos perceberam a mina de ouro que é a inclus> ão digital
na periferia e cabe ao eleitor saber discernir um projeto sério e que> luta
pela causa do software livre (e suas liberdades além do uso ético d> o
dinheiro público visando uma maior autonomia tecnológica do paí> s) dos
programas para fins meramente eleitorais. Enfim, antes de votar é s> ensato
pesquisar bem sobre a proposta do candidato para a área de inclusão> digital
e software livre.
Um abraço a todos,
Ana Maria Moraes.
Edgard Piccino escreveu:
Jesulino,
Muito lúcida sua mensagem. Concordo plenamente com as suas colocaçõ> es. Temos
que identificar os candidatos que apoiam o software livre, independente> dos
partidos, e é justo que troquemos informações sobre estas candida> turas. Isso
não é partidarizar nada, mas é politizar o debate no melhor senti> do.
Precisamos de apoio parlamentar, e eleger deputados que apoiam a nossa > causa
só pode ser positivo para o software livre e para a inclusão digita> l.
Por este motivo sou contra a censura a este tipo de discussão, e cons> idero
salutar que ela exista. Partidarizar não, politizar sim!
Abraços
Edgard
On 9/28/06, Telecentros inclusão digital
wrote:
Prezados amigos;
Venho acompanhando esta lista há algum tempo e as vezes procuro exp> ressar
minha opinião, quando o assunto não é tão técnico, pois não> sou técnico.
Mas defendo o uso e o crescimento do Software livre como estratégia
econômica e tecnológica para o Brasil, porque temos a liberdade de > criar
produtos a partir do acesso aos códigos e fortalecer além do empreg> o em
tecnologia a balança comercial do Brasil.
Inclusive eu uso o Ubuntu aqui na minha casa, antes usava Curumin e a> ssim
por diante. E a rede de telecentros que eu trabalho usa Sacix,
Customização Debian.
O resultado é satisfatório, e os beneficios destas opções nã> o é necessário
dizer para vocês. Todos já sabem. Mas mesmo sabendo, é bom sem> pre parar
para refletir as vantagens das decisões tomadas.
Pois bem! Acho que é desejo de todos que a comunidade e a rede liv> re
cresça e se multiplique e que traga resultados para as pessoas, as em> presas,
os jovens estudantes e estudiosos de tecnologias, e em consequência > para o
desenvolvimento do Brasil. Mas quando surge uma nova atividade de
interesse público, social e econômico e isto é considerado estrat> égico e bom
para o país, é preciso regulamentação. Justamente porque > não devemos
esperar que o mercado regule tudo. isto é idéia neoliberal que prov> ou que
não dá certo. Quando optamos por igualdade de condições e de
oportunidades, estas devem ser para todos, e os mais fracos precisam se> r
incentivados e apoiados para que a competição seja justa. Toda > vez que
não agiram assim o resultado foi o mercado sendo absorvido por um peq> ueno
grupo e os pequenos e menos afortunados, ou ficaram sem nada ou foram
engolidos pelos grandes tubarões.
Então diante de todos os fatos e ocorrências e da evolução e
regulamentação do software, dos serviços, das aplicações, das> capacitações,
enfim de todas as definições do padrão de desenvolvimento, acredi> to que
precisamos de uma Política Nacional de Software livre.
Quando reivindicamos e articulamos uma política publica, precisam> os
mobilizar o congresso nacional, as Assembléias Legislativas as camar> as de
Vereadores para que isto se institucionalize, e assim tenha as garantia> s
mínimas de operacionalidade independentes de quem assuma o poder.
Se é assim, então acho que precisamos identificar nestas eleiçõ> es quem
defende estas causas, independente de que partido for.
Como o Paulo Teixeira vem a algum tempo defendendo as plataformas li> vres,
apoiou estruturalmente a implantação da rede de telecentros junto > a
prefeitura de São Paulo, juntamente com o deputado estadual Simão P> edro e
por ser duas pessoas muito dignas e éticas, acho nobre e saudável q> ue o João
Cassino venha apresentar para todos de Sâo paulo esta boa opção > para a
Câmara Federal e Assembléia. Acho que vamos precisar muito dele> s e de
outros mais que tenham um comprometimento para nossa causa defendendo u> ma
política nacional para o software livre e o seu uso e produção em> todas as
administrações públicas em todos os níveis.
Portanto devemos deixar o orgulho, o preconceito e as vaidades de la> do,
respeitar as opiniões e divergências e procurar buscar um consenso,> um ponto
de equilibrio. E eu Acho que uma ampla política de uso e produçã> o de
software livre no Brasil só pode ser consenso. mais uma vez eu repi> to;
Precisamos de um apoio parlamentar para isso.
Devemos analisar a política a partir dos textos de Bertold Brech. > E não
ficar arrancando os cabelos quando alguém aponta ou sugere uma opçã> o
Politica, como fez muito bem o Cassino. A política é necessári> a, os
políticos são necessários. Mas diante da degradação moral d> e muitos
políticos, principalmente os parlamentares, acatamos a idéia de q> ue tudo
que vem da política não presta. Esta idéia só ajuda os maus po> líticos,
favorecidos pelo nossa atitude de virar as costas. Acho que não > é bem
assim. há uma parte boa e por isso devemos curar nossas cegueiras pa> ra
conseguirmos enxergar, avaliar, refletir e fazer uma boa escolha e depo> is
ter a capacidade e inteligência de avaliar também o processo poster> ior para
tomarmos a próxima decisão.
Esta foi a expressão da minha humilde opinião para contribuiçã> o ao debate
travado nesta lista.
Paulo Teixeira será uma das vozes importantes no congresso para um> a lei
federal de regulamentação da produção e uso de software livre d> e acordo com
os interesses estratégicos do País.
Jesulino Alves.
São paulo
Jesulino Alves
Telecentros Comunitários área 2 São Paulo
Implementador
(11)8271-6476 São Paulo-SP.
Todo Monopólio é nocivo a sociedade, por isso sou a favor do Soft> ware
livre. Precisamos transformar a tecnologia a ciência e a inteligênc> ia em
produtos,serviços e soluções para o desenvolvimento do Brasil e
consequentemente geração de trabalho e renda, implantando polos reg> ionais de
desenvolvimento junto com capacitação técnica dos nossos jovens. > Acho que
isso só é possível com liberdade de criar,produzir e compartilhar
conhecimento sem ter que remeter bilhões para enriquecer ainda mais o
primeiro mundo. Aí começa a autonomia tecnológica e econômica d> o país com
melhor distribuição de renda e acesso as tecnologias da
comunicação,informação e produção de conteúdo.
(Jesulinux)Cidade Tiradentes - Zona Leste - São Paulo - Brasil
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