Se a pessoa acredita (ou admite) que o dado é "honesto", então ela não tem
razões (matemáticas) para duvidar da "honestidade" do dado, com base na
ocorrência de qualquer um dos 6^10 resultados possíveis.
Por outro lado, se a pessoa não acredita que o dado é "honesto", então ela deve
pensar em qual a probabilidade de ocorrência para cada um dos 6^10 resultados
possíveis. Por exemplo, se ela acha que o resultado 6152631425 é mais provável
do que o 6666666666, então ela precisa determinar de algum modo, as
probabilidades de ocorrência desses resultados.
Um experimento alternativo, mas equivalente, pode ser pensado assim: Considere
6^10 bolas idênticas numeradas com os 6^10 resultados possíveis nos 10
lançamentos do dado {1111111111, 1111111112, ..., 6666666665, 6666666666}.
Ponha essas 6^10 bolas em um globo lotérico (ou urna) e extraia uma delas, após
girar bem o globo para poder admitir a aleatoriedade e a equiprobabilidade
nessa extração. Assim, fica menos difícil de acreditar que os resultados
6152631425 e 6666666666 têm a mesma chance de serem extraídos.
Se ficar muito trabalhoso lidar com essas 6^10 bolas nesse experimento, faça
com 6^2 que dá no mesmo.
AbraçosAry Em domingo, 15 de julho de 2018 00:22:24 BRT, Artur Steiner
<[email protected]> escreveu:
Se jogarmos n vezes de forma aleatória um dado equilibrado, a probabilidade de
qualquer sequência de resultados é de (1/6)^n. Assim, se jogarmos um dado,
digamos, 10 vezes e sempre obtivermos 6, não há matematicamente nenhuma
evidência de que o dado seja viciado. Mas se isso acontecer, quase todo mundo
vai suspeitar - e muitos vão afirmar - que o dado é viciado. Eu, por exemplo,
embora sabendo que todas as possíveis sequências são equiprováveis, vou ter
sérias dúvidas sobre a honestidade do dado.
Mas se der 6 1 5 2 6 3 1 4 2 5, ningúem vai se chocar.
Como explicar este paradoxo probabilístico/psicológico?
Artur Costa Steiner
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Esta mensagem foi verificada pelo sistema de antiv�rus e
acredita-se estar livre de perigo.
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