Uma outra forma de mostrar isto é a seguinte:

Se o polinômio P for constante, só pode haver uma raiz porque a exponencial é 
bijetora. 

Se P tiver grau >= 1, quando x tende a oo, a exponencial se "descola" de P, 
mesmo que este também vá para oo. Logo, o conjunto A das raízes de sua equação 
é limitado superiormente. Quando x vai para -oo, a exponencial vai para 0 e P 
para + ou - oo, de modo que as duas curvas se descolam. Assim, A também é 
limitado inferiormente, logo limitado.

Se A for infinito, então, pelo Teorema de Bolzano Weierstrass, terá um ponto de 
acumulação em R, logo no domínio de ambas as funções. Como ambas são analíticas 
(dadas em todo o R por séries de potências), então coincidem em toda a reta 
real, sendo portanto a mesma função. Mas, pelo que vimos, isto é impossível. 
Logo, só pode haver um número finito de raízes, A é finito.

Se duas funções analíticas em R coincidirem em um conjunto limitado, então são 
a mesma função. Assim, um argumento similar ao anterior mostra, por exemplo, 
que, se P não for constante, a equação P(x) = sin(x) têm um número finito de 
raízes em R.

Isto vale também nos complexos. Assim, se P for um polinômio de coeficientes 
complexos e f(z) = e^(kz), k uma constante complexa não nula, então, em 
subconjuntos limitados de C, f e P igualam-se em um número finito de pontos. 

Em subconjuntos infinitos de C, duas funções analíticas pode concordar em um 
uma infinidade de pontos sem serem a mesma função. O conjunto dos pontos em que 
se igualam é sempre enumerável (considerando-se conjuntos finitos como 
enumeráveis).

É interessante observar que, se P não for identicamente nulo, então, em todo o 
C, P e f(z) = e^kz (k não nulo) igualam-se em um conjunto infinito enumerável. 
E em toda reta de C, igualam-se em um número finito de pontos.

Abraços

Artur Costa Steiner

> Em 03/05/2015, às 00:50, Carlos Gomes <[email protected]> escreveu:
> 
> Olá amigos,
> 
> Será que alguém pode me ajudar com essa?
> 
> Mostre que para qualquer polinômio com coeficientes reais p(x)  a equação 
> e^x=p(x) tem sempre uma quantidade finita de raízes (evidentemente pode não 
> ter raízes, caso em que a quantidade de raízes é 0 e portanto essa quantidade 
> é finita inclusive nesse caso).
> 
> Abraço, Cgomes.
> 
> -- 
> Esta mensagem foi verificada pelo sistema de antivírus e
> acredita-se estar livre de perigo.
> 
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> Instruções para entrar na lista, sair da lista e usar a lista em
> http://www.mat.puc-rio.br/~obmlistas/obm-l.html
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Esta mensagem foi verificada pelo sistema de antiv�rus e
 acredita-se estar livre de perigo.


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http://www.mat.puc-rio.br/~obmlistas/obm-l.html
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