Olá pessoal!

Não é um pouco de exagero dizer que a lógica 'clássica' hoje só tem sentido 
histórico?

Se olharmos para o conceito da 'sempre primeira metalinguagem' do discurso, não 
vejo como escapar dos resultados 'clássicos'. Os sistemas 'não clássicos' me 
parecem ter sentido apenas na linguagem objeto. Tento me explicar:

- Alguém consegue apresentar um sistema paraconsistente sem um discurso 
consistente que o apresente?
- Ou ainda: posso inclusive, em meu sistema polivalente, possuir Pi como valor 
fuzzy de minha fórmula A, mas não se pode 'possuir fuzzyadamente' o Pi como 
valor de A; na metalinguagem, ou a fórmula A possui ou não possui Pi. Há aqui a 
opção de uma terceira possibilidade? Da mesma forma, há como essa fórmula A 
possuir e não possuir sob os mesmos aspectos o valor Pi? 
- Vejam como as saídas pelas 'fronteiras' caem nesse mesmo ponto: está ou não 
está na fronteira? Está ou não está nas 'regiões de sombra'? Me parece que a 
questão metalinguistica final é sempre Bivalente e Consistente!
- Pode-se dizer que tais questões só tem sentido se eu já pressupor que minha 
metalinguagem ¥ é 'clássica', no entanto, a questão volta automaticamente: há 
agora, ainda, uma primeira metalinguagem € com a qual nós estamos falando sobre 
¥, sendo assim, alguém consegue falar de maneira 'não clássica' sobre ¥? Ela é 
ou não é a linguagem sobre a qual estou falando através de €? Ela possui ou não 
possui as características que pretendo afirmar ou negar através de €? De que 
maneira € relaciona as operações e 'entidades' de ¥ de maneira inconsistente ou 
polivante?

O que acham? 

Obs1: não são perguntas retóricas, eu realmente gostaria de saber!

Obs2: Sem falar que, como ja foi aqui dito por outros, o que é ou não lógica 
'clássica' é uma confusão muitas vezes conveniente para se sair 'defendendo' 
uma ou outra. Algo que só se agrava se a questão é apresentar nas universidades 
a lógica 'clássica' como mero detalhe histórico (a geometria euclidiana é 
apenas detalhe histórico?)

Obs3: Isso já gerou discussões acaloradas, mas creio que seria imensamente 
prejudicial se o dito abaixo se firmasse de vez - pois me parece ser essa a 
tendência -:
"Futebol, Religião, Matemática e Lógica não se discute, pois cada um tem o seu!"

Abraços,
Julio Cesar A. Custódio
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