Olá, Envio a seguir alguns "links" onde tem informações dos critérios que tem COLCIENCIAS, o análogo da CAPES na Colômbia, para classificação de revistas internacionais (acho que os critérios são "razoavelmente" objetivos):
http://201.234.78.173:8084/publindex/jsp/content/homologacion.jsp http://201.234.78.173:8084/publindex/jsp/content/proceso_h.jsp O listado de classificação de revista para o ano 2011 pode ser baixado de: 201.234.78.173:8084/publindex/docs/homologacion/PUBLINDEX_Homologacion_Vigencia_ene_2011_Dic_2011.zip Talvez estas informações podem aportar algo à discussão. -- Juan Carlos Agudelo Agudelo Profesor Instituto de Matemáticas Universidad de Antioquia 2012/3/24 Walter Carnielli <[email protected]>: > Ola João: > > compreendo suas preocupações, mas Independentemente da área, quem > deve dizer se uma revista é A2 ou B4 são as pessoas que trabalham > na área, não os representantes da CAPES que, embora "acadêmicos", > em geral estão lá por motivos políticos e são os que menos > produzem ciência. Digo * em geral*, sem pretender universalizar. > > Mas o importante é que o comitê basicamente não publica; se a > comunidade está publicando numa revista X, e essa comunidade recebe > bolsas e incentivos, a tal revista X deve ser bem qualificada. > > Este é o principal argumento, e *não se esqueçam* de que outra > reforma do índice QUALIS na área de Lógica foi feita há alguns > anos, exatamente como estamos pretendendo fazer agora com várias > áreas. > > Sei disso, porque fui um dos que trabalharam a favor da reforma > naquela época, com estes mesmos argumentos que estou levantando acima, > e a reforma foi feita. > > É uma leviandade se esquecer disso: > >> A lógica filosófica de certa forma resolveu o problema acima, vejam >> só, *politicamente*: "colocando alguém lá". Como resultado todos >> reganharam suas bolsas e ficaram felizes, e além disso vemos hoje que >> há periódicos que nem são periódicos de verdade excessivamente bem >> classificados pela Filosofia. " > > Quer a classificação dos periódicos da lógica filosófica desagrada a > alguém ou não, o fato é que > contemplou a maioria dos pesquisadores da área, e que uma reforma > como esta que se > pensa agora já foi feita antes, custando muita energia a muita gente > mas com resultados positivos. > > Abs > > Walter > > > > > > > Em 24 de março de 2012 20:28, Joao Marcos <[email protected]> escreveu: >> Oi, Valeria: >> >> Parece-me mais sábio passar a palavra aos colegas, por isso serei tão >> breve quanto o tempo me permite ser (ou seja, poderia ser mais breve >> se tivesse mais tempo). Respondo (ou espero responder) tão-somente o >> questionamento que segue. >> >>> Qto a: >>> >>>> Em ambos os trabalhos mencionados, as bem intencionadas propostas parecem >>>> ter sido apresentadas de maneira independente do conteúdo atual do >>>> "documento de área", e em alguns casos de maneira até inconsistente com >>>> aquele documento. >>> >>> Agradeceria uma explicacao mais precisa de onde estamos sendo inconsistentes >>> com o conteudo atual do documento de area, pois ser inconsistente nao 'e >>> parte do nosso plano. >>> Ser incompleto (e manter a discussao do menor tamanho possivel) e' parte do >>> plano, mas ser inconsistente definitivamente nao eh. >> >> Hummm, e o que você tem contra as inconsistências, hein? :-) >> >> Correndo o risco de repetir um pouco o que eu disse na mensagem anterior: >> >> Propostas de re-qualis-ficação baseadas na *percepção* de quem é ativo >> na área são sempre importantes, e não devem ser ignoradas. Qualquer >> proposta deste tipo, contudo, que espere realmente mudar a realidade >> das coisas terá que vir acompanhada de "justificativas" que estejam >> ligadas aos *critérios* atuais registrados nos documentos de área OU >> pelo menos de sugestões efetivas de como estes documentos de área >> deveriam ser adaptados para dar um peso adequado àquelas dimensões que >> acreditamos estarem distorcidas. Afinal, sempre corremos o risco de >> sermos vistos também como "casuístas" que só desejam defender a sua >> própria área a qualquer custo (por que as nossas "sugestões de >> classificação" seriam melhores do que um teórico "cálculo" feito pelos >> senhores da cienciometria? --- eles se perguntarão). Não podemos por >> exemplo simplesmente ignorar o fato de que em Filosofia livros são >> frequentemente mais importantes do que artigos, de que em Computação >> no Brasil eventos são frequentemente mais importantes do que >> periódicos, ou de que na nossa Matemática o conceito de meia-vida é >> frequentemente levado em consideração antes de outras coisas. Mas se >> queremos que a Filosofia leve em consideração fatores de impacto, que >> a Computação escolha coeficientes adequados para os trabalhos da área >> de Teoria e para os trabalhos de "outras áreas", ou que a Matemática >> suba de maneira mais ou menos artificial a classificação de alguns >> periódicos, temos que estar preparados a apresentar *muito boas >> justificativas* para além do nosso "sentimento de quem trabalha na >> área". >> >> Não me parece ser um jogo fácil de jogar, e eu certamente não tenho as >> respostas. Observo apenas que o lado político não deve ser >> subestimado, já que as avaliações qualitativas/qualis-tativas parecem >> possuir um peso desproporcional, mesmo que nem sempre sejam bem >> fundamentadas. >> >> Meu questionamento de todo modo é até um tiquinho mais amplo: >> Estaremos de acordo em termos nossa "produtividade" (informalmente) >> mensurada via Qualis? Estaremos de acordo em vincular a relevância >> científica de um paper, por exemplo, com o que uma certa área de >> pesquisa pensa a respeito da revista em que ele apareceu? Estaremos >> de acordo em continuar dando valor maior à "pesquisa de 3o Mundo", que >> ninguém viu, leu ou usou, ignorando a importância de termos pesquisa >> com visibilidade e impacto internacionaIs? >> >> * * * >> >> O melhor em todo caso sempre é consultar diretamente as fontes. >> >> Para os documentos de área da CAPES: >> >> MA >> http://qualis.capes.gov.br/arquivos/avaliacao/webqualis/criterios2007_2009/Criterios_Qualis_2008_01.pdf >> >> CC >> http://qualis.capes.gov.br/arquivos/avaliacao/webqualis/criterios2007_2009/Criterios_Qualis_2008_02.pdf >> >> FI >> http://qualis.capes.gov.br/arquivos/avaliacao/webqualis/criterios2007_2009/Criterios_Qualis_2008_33.pdf >> >> INT >> http://qualis.capes.gov.br/arquivos/avaliacao/webqualis/criterios2007_2009/Criterios_Qualis_2008_45.pdf >> >> Para os critérios dos CAs do CNPq, e outras informações sobre estes mesmos >> CAs: >> >> MA >> http://www.cnpq.br/cas/ca-ma.htm#criterios >> >> CC >> http://www.cnpq.br/cas/ca-cc.htm#criterios >> >> FI >> http://www.cnpq.br/cas/ca-fi.htm#criterios >> >> Não existe um CA "interdisciplinar". Assim, mesmo que um Studia >> Logica da vida seja A2 na área "interdisciplinar", para um pesquisador >> de CC que esteja sendo avaliado via Qualis ele conta como B4. Como já >> foi apontado, algo não muito diferente pode ser dito a respeito do >> Journal of Philosophical Logic, e assim por diante. Supostamente a >> lista de periódicos classificados em cada rodada do documento de área >> inclui aqueles em que os brasileiros envolvidos em programas >> brasileiros de pós-graduação stricto sensu publicaram nos últimos três >> anos, e supostamente esta lista é construída sem a pretensão de >> favorecer ninguém. Sabemos contudo que isto nem sempre é assim, e que >> estes números têm sido livremente manipulados ao sabor da >> intelligentsia dos comitês classificadores, ao longo dos anos. Ou >> seja, temos continuamente trabalhado a partir de uma realidade que >> desejamos inflar, ao invés de um projeto do que desejamos tornar >> realidade. >> >> A lógica filosófica de certa forma resolveu o problema acima, vejam >> só, *politicamente*: "colocando alguém lá". Como resultado todos >> reganharam suas bolsas e ficaram felizes, e além disso vemos hoje que >> há periódicos que nem são periódicos de verdade excessivamente bem >> classificados pela Filosofia. "Bom para eles", alguém poderia dizer. >> Tenho minhas dúvidas. O que é mais difícil não é entender como um >> periódico pode ser simultaneamente A2 e B4, mas sim tentar entender >> como um periódico A2 de uma área X se compara com um periódico A2 de >> uma área Y, com X \neq Y. Todas estas coisas devem ser relativizadas >> e compreendidas com os documentos de área em mãos. >> >> * * * >> >> -- >> http://sequiturquodlibet.googlepages.com/ >> _______________________________________________ >> Logica-l mailing list >> [email protected] >> http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l > > > > -- > ----------------------------------------------- > Prof. Dr. Walter Carnielli > Director > Centre for Logic, Epistemology and the History of Science – CLE > State University of Campinas –UNICAMP > 13083-859 Campinas -SP, Brazil > Phone: (+55) (19) 3521-6517 > Fax: (+55) (19) 3289-3269 > Institutional e-mail: [email protected] > Website: http://www.cle.unicamp.br/prof/carnielli > _______________________________________________ > Logica-l mailing list > [email protected] > http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l _______________________________________________ Logica-l mailing list [email protected] http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
