Stephen Toulmin (http://en.wikipedia.org/wiki/Stephen_Toulmin) tem uma
taxonomia curiosa para agrupar formas de abordagem filosóficas:


   - the philosopher as geometer: centers on formal inquiry; thinkers from
   Plato to Frege.
   - the philosopher as anthropologist: tries to find the basics of human
   nature; thinkers such as David Hume and Adam Smith.
   - the philosopher as critic: investigates the a priori conditions on
   which e.g. knowledge can exist; Immanuel Kant.


Ref: http://en.wikipedia.org/wiki/Metaphilosophy#The_methods_of_philosophy

Poderíamos dizer por exemplo que Wittgenstein se deslocou ao longo de sua
vida do centro de gravidade mais exemplar de "filósofo geômetra" para um
mais próximo do "filósofo antropólogo".

Claro que dá para re-interpretar o binônimo nesse mesmo framework também.

Filósofos analíticos são arquetipicamente os "geômetras" contemporâneos.
Inclusive, tenho a impressão popular de que quem trabalha com
lógica-matemática já é por default considerado um filósofo analítico, para
mostrar a fragilidade do binômio. Os "críticos" são mais notavelmente de
tradições continentais, como racionalistas e fenomenólogos. Filósofos
"antropólogos" julgo que são bem representados nos "dois continentes
ideológicos".

Abraços.
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