> Eu não li o artigo, mas diria que alguma coisa que pode ser feita em > V(omega) (coisas finitas). O uso de infinidades como *todos* os reais, que > facilita o cálculo que os engenheiros usam, pode ficar na metamatemática, > mais ou menos como queria Hilbert.
Já foi dito de fato (por filósofos como Putnam, por exemplo) que os engenheiros não "precisariam" de números reais, mas tão-somente do infinito enumerável, e em particular daquilo que pode ser *definido* em lógica de primeira ordem. Duvido um pouco disso, e vejo "utilidade" mais ou menos imediata em engenharia inclusive para corpos complexos e outros quetais... Parece que há contudo "ultra-finitistas" na lista, talvez eles queiram defender algo diverso disto. :-) > Os engenheiros não precisam de muito (quero dizer, de muito ZF). Já disseram > que os físicos se contentariam com a hierearquia de Borel. Tudo da física de > hoje caberia ali. Para diante, seria coisas de matemáticos, ou da física do > futuro. Pois é, e a física do passado também já acreditou que não precisaria de geometrias não-euclidianas! Minha pergunta, não obstante, ia em dois sentidos bastante diferentes: (1) O quanto é possível fazer de Lógica "minimamente decente", ou mesmo opinar seriamente a respeito do assunto, sem grande conhecimento e experiência mais avançados em matemática? (2) Qual seria, em geral, o mínimo de matemática que deveria constar do currículo básico de um cientista da computação? Não são perguntas meramente retóricas. Eu realmente não sei bem como respondê-las, e gostaria de ouvir a opinião dos colegas. JM _______________________________________________ Logica-l mailing list [email protected] http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
