Caros colegas:
Conforme estudos e reflexões que venho fazendo de uns dois anos para cá, estou algo convencido de que não existe, em termos absolutos, nem tempo nem espaço, mas sim apenas algo eterno, indivisível, imutável e imóvel. A sensação de tempo não passa de uma criação mental. Uma dada mente vai acessando porções do Todo, assim gerando a sua própria história, a qual não passa de uma montagem linear de vários slides. O ritmo de acesso de porção por porção é que dá a tal mente a sensação de tempo. Só existe o Todo, e tudo o mais, seja espaço, tempo, matéria, corpos com formas, etc., não passam de aspectos de acessos mentais. Talvez a grande maioria julgue estas palavras como um tipo de insanidade, mas ando cada vez mais convencido disto. Neste sentido, todo este mundo e universo em que vivemos não passam de ilusões mentais, no sentido de que a sua existência não é absoluta, mas apenas relativa a um tipo de acesso mental a que nós estamos habituados. Não sendo absoluto, o mesmo pode mudar substancialmente, ou até desaparecer, se o acesso mental a este também se alterar significativamente. Neste sentido, nós também não existimos como julgamos existir, no sentido de que não temos, em essência, corpos, os quais não passam de uma das formas desta grande ilusão. O que seríamos, em essência? Apenas uma Consciência Infinita Vivente. a) Arthur Buchsbaum De: [email protected] [mailto:[email protected]] Em nome de Francisco Antonio Doria Enviada em: sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009 15:49 Para: [email protected] Assunto: [Logica-l] O tempo Uma vez o Suppes me comentou, ``filosofia é uma atividade que começa em questões básicas, e insolúveis, como a vida, a morte, a criação do universo, o espaço, o tempo, e que volta a essas questões. No meio, entre o começo e o fim, existem vários caminhos, da matemática à discussão verbal habitual. O que caracteriza, no entanto, essa atividade como atividade filosófica são o ponto de partida e o de chegada; o que está no meio é só um instrumento.'' Newton e eu temos discutido muito sobre o tempo. O primeiro resultado vem do Simpósio Gödel/Einstein, de agosto de 2007, aqui no Rio. E' que universos com o bigbang não são genéricos (no sentido da probabilidade, ou da topologia) no conjunto de todos os universos. Ou seja, universos com tempo cujo comportamento deixa o do universo de Gödel parecendo coisa de criancinha, são a regra. Daí passamos para outra coisa: o tempo existe em todas as escalas de grandezas? Ou o tempo é um fenômeno antes de tudo local, típico de certa escala de grandezas, algo como um estado da matéria, estado líquido, sólido, etc? Em resumo, vimos que o tempo surge muito naturalmente de um fenômeno de quebra de simetria, e que o mecanismo plausível para tal quebra de simetria leva ao surgimento de muita massa. Seria essa a matéria escura? As ordens de grandeza são compatíveis.
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