[EMAIL PROTECTED] wrote
>Ja se eu fa�o fdisk /dev/fd0 e do um p fala q nao existe parti��o e
> consequentemente nao existe sistema de arquivos.
A l�gica aqui est� incorreta. � poss�vel haver sistema de arquivos sem
parti��es. Existem alguns tipos de m�dia que fazem isso, como, por
exemplo... disquetes.
Agora, no seu caso (gravando com o tar direto no /dev/fd0), realmente n�o
existe um filesystem.
>Porem como eu posso ter os arquivos do tar no diskete sem existir parti��o
>e file system ??
Porque o disquete consegue gravar at� 1.44MB de dados. N�o importa que dados.
>Afinal a parti��o e o file system sao fundamentais para se ter um arquivo
>gravado em uma unidade como um hd/diskete/... ?
N�o. Primeiro, uma parti��o serve para dividir um disco. Usa-se isso em discos
r�gidos. Em discos remov�veis, n�o � comum acontecer isso. Por isso, em
disquetes e CD-ROMS, n�o se tem parti��es. Uma exce��o s�o os discos Zip, que
s�o remov�veis mas t�m parti��es.
Um sistema de arquivos nada mais � que um m�todo de organizar os dados na
forma de arquivos e manter meta-dados sobre os arquivos, tais como nome, data
de cria��o, propriet�rio e por a� vai.
>Entao pra que serve exatamente o file system ? Qual sua fun��o ? Como ele
>trabalha com a parti��o e o dispositivo tipo hd/diskete ??
No Linux, voc� pode ter um filesystem num arquivo. Assim como pode ter dados
brutos gravados direto num dispositivo, seja ele um disquete, uma parti��o ou
at� mesmo um HD inteiro. S� que, claro, quem for acessar esse dispositivo tem
que saber se virar.
Assim como o tar sabe o formato de um arquivo .tar, ele consegue se virar
lendo do disquete, porque � o mesmo formato. Ent�o ele l� o cabe�alho do .tar
dentro do disquete e o entende, como se estivesse lendo de um arquivo comum.
Se voc� quiser fazer cat meuarquivo > /dev/fd0 e depois cat /dev/fd0 >
meuarquivo, ver� que seus dados foram gravados e recuperados (a sa�da n�o vai
ter o mesmo tamanho porque o cat n�o sabe onde parar e vai at� o fim do
disquete).
Agora, filesystems s�o sempre montados em dispositivos de bloco, como
disquetes ou parti��es. Mas voc� pode ter, por exemplo, um dispositivo de
bloco "loopback", que vai ler os dados de um arquivo, ent�o � como se voc�
estivesse montando um arquivo. Ou ent�o, � poss�vel atrav�s do LVM criar
"parti��es" dentro de parti��es. Por a� vai...
Ou seja, abstraia tudo. N�o � porque voc� normalmente usa HDs com parti��es
que tudo que existe tem que se restringir � parti��es e filesystems.
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Thiago Macieira - UFOT Registry number: 1001
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