At 03:23 2/7/2001 -0300, Lisias Toledo wrote:
>A OOP veio para ficar. Rar�ssimos s�o os programas que ficariam melhor
>constru�dos em outro paradigma.

Com cerveja :). Ainda mais agora que contamos com m�todos distribu�dos e 
at� mesmo m�quinas virtuais distribu�das 
(http://www.haifa.il.ibm.com/projects/systems/cjvm/index.html). Imagine 
poder acessar seus objtos nao apenas em qualquer classe, em qualquer 
pacote, mas em qualquer m�quina e em qualquer dispositivo. Eu ainda acho q 
estamos na infancia das possibilidades da orienta��o a objeto.

>No in�cio dos anos 90, quando eu soube que se falava de OOP aqui no Brasil
>(leia-se Small Talk), a transi��o se tornou muito menos dolorosa - eu j�
>praticava algo parecido usando M�dula2, simulando objetos com m�dulos (fiz um
>compressor de dados que utilizava v�rias t�cnicas diferentes, cada uma em um
>"objeto", cada m�dulo jogando seus resultados na entrada do outro, como um
>pipe). Foi uma quest�o de aprender 1/2 d�zia de conceitos novos (como
>heran�a), porque o grosso da coisa era apenas mudan�a de sintaxe.

O que vc fala aqui � um dos principais problemas da aceita��o �s linguagens 
OO: a mudan�a de paradigma. As pessoas sao acostumadas a uma forma de 
pensar nao-natural, a da linha de montagem (uma coisa atr�s da outra), e 
quando fala-se de orientacao a objeto � necess�rio adotar uma total mudan�a 
na linha de pensamento program�tico, a uma compreensao tanto linear quanto 
paralela, em v�rias dimensoes, com v�rios eventos ocorrendo ao mesmo tempo, 
mais ou menos como o mundo real. Mas quando domina-se, tudo fica mais 
l�gico. � como a p�lula da Matrix :) (ok ok, exagerei)

Se bem que isso nao � um problema tao grande quanto devia ter sido h� um 
tempo atr�s: a segunda linguagem mais usada do mundo � Java, pau a pau com 
o VB. Mas como VB nao � linguagem, coloquemos como a primeira :)

>da programa��o de computadores (perdoe-me, Knuth 8-P) nestes mais de 15 anos
>de programa��o (por onde passei por metade das linguagens que ouvi falar -
>assembler 8, 16 e 32 bits; forth; smalltalk, cobol, fortran, basic, pascal,

J� fui muito curioso sobre Smalltalk. � verdade que em Smalltalk at� tipos 
primitivos sao tratados como objetos?

>N�o li todo o artigo, mas pelo que observei n�o chega a ser uma gambiarra - o
>cara simplesmente simulava o que era poss�vel simular da OOP em C... Se fazia

O caso que me deixou meio com um p� atr�s em relacao ao artigo foi que ele 
quis tratar orientacao a objeto como uma simples questao de sintaxe. � 
muito f�cil criar uma estrutura e dizer que ali � um objeto e os valores da 
estrutura s�o  membros de alguma coisa, mas onde fica polimorfismo? 
Serializa��o? Heran�a? Interfaces? Putz, cad� o encapsulamento? :) Daquela 
forma, at� aquela coisa que o Larry Wall colocou no Perl e disse que era 
orienta��o a objeto fica bonito ao olho do juiz :)

>Existe uma grande in�rcia na comunidade Open Source em cima do C. Ele deveria
>ser deixado para aquilo que ele faz melhor, e abrir espa�o para outras
>linguagens mais adequadas, como o Object Pascal, Modula 3 ou ObjetiveC.

Talvez devido ao ambiente acad�mico. C � ainda a linguagem preferida nas 
universidades, se bem que mesmo no MIT, Java est� tomando o seu lugar nas 
classes de introducao � programa��o e projeto orientado a objeto (reino de 
Smalltalk). A situa��o � parecida em v�rias outras universidades, segundo 
coment�rios numa discussao do Kuro5hin.org.

>C++, IMHO, � uma grande gambiarra. O maluco do Bjorne Stroustroup (� assim que
>se escreve???) sobrecarregou demais a sintaxe da linguagem, a ponto de
>torn�-la mais ileg�vel que C (que, diga-se de passagem, ao contr�rio do que se
>cr� � uma linguagem extremamente leg�vel - basta us�-la da forma correta).
>ObjetiveC � uma solu��o extremamente elegante para a migra��o C -> OOP.

Sobrecarga de operadores e heran�a m�ltipla deve ser uma loucura de manter, 
mas acho que c�digo ileg�vel pode ser feito em qualquer linguagem, assim 
como pode haver codigo legivel em qualquer outra (sim, at� Perl ;)). C++ 
nao � apenas uma linguagem OO, mas multiparadigma. O fato da linguagem ser 
inchada nao leva aa conclusao logica de que todos os programas escritos em 
C++ sejam ileg�veis. Acho q uma prova grande disso � a evolucaod e projetos 
C++ em relacao a seus equivalentes C.
--
Thiago Pimentel
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