Pessoal,
Vejam só que interessante e tendencioso este artigo que encontrei por acaso
no site da M$.
Abraços,
George
PS: Só não postei também a figura mencionada pq. a lista não aceita gráficos
nem HTML. Mas se alguém tiver interessado em dar uma olhada, o endereço é
http://www.microsoft.com/brasil/msdn/linux.stm
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Até onde vai o Linux?
por Roberto Carlos Mayer*
Se você leu alguma revista de informática no último ano, certamente já ouviu
falar sobre o sistema operacional Linux, desenvolvido originalmente por
programadores voluntários. A distribuição do sistema operacional inclui seu
código fonte, de forma a que novos voluntários possam se juntar ao projeto.
Na medida em que os usuários acadêmicos do Linux migraram para as empresas,
criou-se um mercado novo, percebido por algumas empresas de serviços em
informática como uma oportunidade de ganhar dinheiro fornecendo treinamento,
suporte e outros serviços correlatos, que os voluntários não executam.
O passo seguinte destas empresas foi elas criarem versões próprias do
sistema operacional, empacotando-o como caixas para comercialização.
Muito debate já citou prós e contras deste sistema operacional do ponto de
vista técnico, principalmente sendo confrontado com o Windows NT. Esta
discussão está sendo travada no terreno religioso: a conclusão dos autores
tem quase sempre caráter dogmático. Ou você imagina que uma das partes
admitiria em público que a outra tem um produto melhor em alguma coisa?
Ao longo de nosso trabalho com pesquisas no mercado de informática no
Brasil, acompanhamos o uso de sistemas operacionais há muitos anos. A Figura
1 exibe a evolução da base instalada de Windows NT, Unix e Linux ao longo
dos últimos anos. Os dados da Figura 1 foram extraídos do relatório Brasil
Software, publicado pela nossa empresa. Neste relatório são apresentadas
estatísticas derivadas de uma amostra de aproximadamente 800 empresas,
distribuídas por todos os portes e setores da economia, mas que mantém pelo
menos um profissional de software ou sistemas em seus quadros.
Tipicamente, este tipo de empresas se antecipa ao mercado como um todo na
adoção das novidades tecnológicas. Analisando a Figura 1, não há qualquer
sinal na tendência do Windows NT que indique estar sendo afetado pelo Linux.
Unix e Netware apresentam quedas nos seus índices, semelhantes ao espaço
ocupado pelo Linux.
Em uma outra pesquisa recente sobre Linux, concluímos que metade das
empresas descartam a possibilidade de vir a utilizar o Linux, o que lhe dá
uma participação máxima no futuro de 50%. O rápido crescimento do Windows 98
no terreno também é uma prova disso.
Acredito que o principal entrave ao futuro do Linux é exatamente o mesmo que
gerou sua vantagem competitiva inicial: os voluntários. Quem teria sido
responsabilizado judicialmente se os servidores Linux não tivessem dado
"boot" a partir da virada do ano 2000? A maneira como o sistema foi
desenvolvido torna as responsabilidades muito difusas, como acontece no
ambiente acadêmico.
Mas a maioria das empresas possui culturas que não aceitam este tipo de
comportamento: você já deve ter ouvido alguma vez que "se der pau, alguém
paga por isso!". Outro problema é a ausência de uma garantia de evolução do
código, seja para torná-lo compatível com novos tipos de hardware e/ou com a
correção de problemas (bugs). Esta ausência de garantia torna muitas
empresas céticas quanto ao uso do sistema.
Finalmente, as próprias empresas de serviços que buscam no Linux uma fonte
de receita, estão criando cada vez mais versões diferentes do Linux, o que
leva a termos no futuro versões incompatíveis entre si, como aconteceu com
as várias versões de Unix.
* Roberto Carlos Mayer ([EMAIL PROTECTED]) é diretor da MBI - Mayer &
Bunge Informática S/C Ltda (http://www.mbi.com.br).
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