Prezados (as), Prezado Marcos Andre,
Não me refiro à nenhuma obra em particular, pois existem varias no mercado e não é o meu papel discutir caso particular a,b ou c. Me refiro à situação de que no site é apontado como sede do itsmf Brasil a USP. O link é muito claro em relação ao endereço http://www.itsmfi.org/content/chapters e desconheço trabalhos em livros sobre o ITIL disponiveis como livros em livrarias reais e virtuais feitos pela USP. No mínimo considero isto estranho. Eventualmente podem existir os que consideram isto absolutamente normal. Refleti a minha opinião. Espero que ela seja vista apenas e tão somente como tal. Novamente enfatizo que não estou tomando o seu caso como exemplo quer seja em função da quantidade de trabalhos publicados quer seja pela questão da vossa iniciativa. O meu comentário é unico e exclusivo da linha de não existir nada de conteudo em portugues originado pela sede da entidade no Brasil. Sobre as suas perguntas: "Quem são as pessoas? Onde foi divulgado que seria a sede? Quem foi convidado para participar? Desde quanto é sede? Quais são as iniciativas?" e outros questionamentos que provalmente existam eu enfatizo que estas perguntas devem ser repondidas pelo itsmf através do seu porta-voz, presidente ou diretoria no Brasil ou exterior. Como não sou nada disto lamento não poder responder. Cordialmente Ricardo Mansur http://itgovrm.blogspot.com http://twitter.com/itgovrm ----- Original Message ----- From: mandrepmp To: [email protected] Sent: Wednesday, July 14, 2010 12:09 PM Subject: [itsm_br] Re: itSMF Websites Mansur, Não sei se você está se referindo ao meu livro em parceria com a Universidade Estacio, mas como ele se enquadra na sua colocação, vou tentar explicar por que lançar um livro em parceria com uma Universidade... Quando temos a oportunidade de trocar experiências com profissionais de outros paÃses, temos a nÃtida noção de que estamos muito atrasados em relação à s iniciativas do primeiro mundo. Lá fora uma Universidade é fomentadora de inovações e pesquisa e trabalha fortemente junto a provedores de serviços e clientes seja desenvolvendo novas tecnologias ou boas práticas. Os alunos se beneficiam dessa massa de conhecimento através dos cursos oferecidos pela Universidade e essa cadeia de conhecimento se alimenta por si só. Pesquisa = provedores de serviços + clientes + cases Inovação = Pesquisa + prática Conhecimento = pesquisa + prática + alunos Antes que pensem que isso é purismo, as Universidades vivem de alunos, ou seja, quanto maior a quantidade e qualidade de conhecimento gerado, maior o número de clientes (alunos) satisfeitos. Enquanto isso no Brasil, o conhecimento é represado por empresas de consultoria e profissionais que utilizam esse diferencial como moeda de troca para benefÃcio próprio. Tenho ouvido de clientes que a literatura disponÃvel no Brasil ainda é superficial e pouco prática, fato esse comprovado por inúmeras horas de consultoria desperdiçadas em tentar alinhar o entendimento básico de terminologia padrão ITIL. Ainda é muito comum a discussão sobre a diferença entre Incidentes X Problemas ou a diferença entre Mudança Emergencial, Mudança Padrão e Solicitação de Serviço. Outras duas evidências disso são as constantes discussões na lista sobre assuntos recorrentes (isso me parece Incidentes recorrentes, será que não está na hora de buscarmos a Causa Raiz?) e a outra evidência foi um post do amigo Marcus Soares que está no Canadá e questionou por que não estávamos falando sobre Estratégia. Se me recordo, o sentimento nacionalista que aflora em época de copa do mundo deflagrou inúmeros comentários contra a posição dele. Reitero, em relação a outros paÃses, que ainda estamos focados em certificação Foundation (pra colocar na assinatura) e conseguirmos horas e mais horas de consultoria sem gerar retorno esperado para os clientes. Infelizmente o ROI de TI ainda é mensurado por quanto deixamos de fazer besteira, e continuamos alimentando Nicholas Carr de exemplos para que ele afirme categoricamente que TI será commodity, ou até Peter Weill, tido como o papa da Governança de TI, que afirmou recentemente que a Governança de TI irá acabar. Ao invés de reclamarmos, porque não tentamos entender o que está por trás disso? Será que faz sentido? Quantos profissionais brasileiros fazem parte do ITIL V3 Refresh? Ou quantos são citados no desenvolvimento do COBIT e ISO 20000? Nossas iniciativas se resumem a tradução e glossários. As poucas iniciativas existentes no Brasil são clubes herméticos onde somente quem estudou com o outro, ou é parente, amigo, chefe, colega de trabalho, deve favor, etc. pode fazer parte. Nos queixamos do nepotismo dos polÃticos, mas fazemos a mesma coisa com a alcunha de "networking". Você citou a USP como sede. Quem são as pessoas? Onde foi divulgado que seria a sede? Quem foi convidado para participar? Desde quanto é sede? Quais são as iniciativas? ... Por que escrevi um livro em parceria com a Estacio? A idéia do livro surgiu pois gasto muito tempo em empresas explicando a terminologia básica do ITIL e vejo muitas falhas em projetos por desentendimento básico sobre ITIL. Existe um GAP no mercado em relação aos cursos ITIL, ou são muito caros para a maioria dos profissionais técnicos (cobramos de um profissional que ganha 1.000 que faça um curso de 2.000) ou então são cursos não oficiais com material copiado ou sem qualidade (os meus preferidos são os "Combos"). Realmente não precisava do logo da Estacio na capa já que o livro é um projeto meu desde 2005. A idéia de colocar o logo na capa foi uma forma de agradecimento pelos 10 anos em que sou professor de graduação e pós-graduação e pela liberdade e apoio em desenvolver atividades de pesquisa e inovação dentro da Universidade. Aliado a isso, temos no Rio de Janeiro a iniciativa do GE-ITIL-RJ e alguns eventos que fazemos para melhorar o nÃvel de conhecimento dos profissionais. Para não dizer que mais uma vez é purismo, nos tornamos a primeira universidade da América Latina acreditada pelo EXIN e nossos planos vão além disso. Por questões estratégicas, limito-me a dizer que ofereceremos o curso Foundation como extensão e o conteúdo está diluÃdo dentro da graduação a nÃvel nacional, mas meu objetivo vai além disso, quero tentar colocar o Brasil entre as empresas e instituições internacionais que não só consomem, mas também desenvolvem o assunto. Depois reclamamos de que os conteúdos das práticas não se adéquam a nossa realidade. E onde estamos sendo ouvidos para contemplarem a nossa realidade? Enquanto isso, as universidades brasileiras, por causa do modelo falido do governo de “produção cientÃficaâ€, avalia a universidade de acordo com a quantidade de artigos e teses publicadas. Quanto dessa produção é realmente útil? Quantas empresas buscam nos artigos e teses material que pode ser utilizado no seu dia a dia? Quantos “pesquisadores chefes†são sócios de empresas incubadas ou utilizam fundações para fazerem consultoria? Engraçado que ao colocar o logo da Estacio na capa, me perguntei se ele não seria uma barreira para o livro. Mas rapidamente me lembrei de uma coisa: O MIT não lê um material de Harvard só porque é de Harvard? Se formos por essa linha, acho que ninguém deveria reajustar os preços pela IGP, afinal ele é produzido pela FGV... Ontei no 8º. Gerentes de Projeto in Rio, evento promovido pelo PMI Rio, ouvi do pessoal de outra universidade que irão adotar o livro. Quando questionei sobre a questão do logo do concorrente, ouvi que se o livro é a única literatura oficial em português no Brasil, não há porque não adotá-lo (já que a tradução dos livros já está concluÃda, mas a polÃtica impede ele de ser publicado, desculpe, polÃtica não, networking). Uma empresa de treinamento de SP também está utilizando o livro com material de apoio ao seu curso e o EXIN está divulgando em suas palestras mundialmente que há somente 3 iniciativas semelhantes no mundo: ORSYP da França, Telefonica da Espanha e Estacio no Brasil. Se para melhorarmos o nÃvel dos treinamentos, consultorias e debates sobre o assunto, teremos que cortar na própria carne, acho que esse será um caminho que a médio e longo prazo trará muitos benefÃcios para o Brasil. Agora a prova de ITIL V3 Foundation pode ser feita com material oficial acreditado pelo EXIN, de fácil acesso a qualquer um que queira comprá-lo nas livrarias. Minha teoria é a de que se mais pessoas souberem os conceitos básicos de ITIL, mais o mercado de Gerenciamento de Serviços de TI amadurecerá para todos, provedores de serviço, consultorias, clientes e universidades. Menos para quem se beneficiava desse modelo hermético atual. Enquanto a área de TI ainda está discutindo ITIL, estamos estudando a parte comportamental da mudança organizacional nas empresas. Por que as empresas, mesmo após terem vários profissionais com várias siglas na assinatura do e-mail, ainda não conseguem obter benefÃcios com a adoção de GSTI? O que está impedindo? Medo da mudança? Mudança de paradigmas? Qual é a barreira? Acho que uma delas é a qualidade dos treinamentos e consultorias que estamos oferecendo no Brasil... mas é só uma teoria. Gostaria de estudar mais essa teoria, mas não faço parte do networking, sou só um professor e consultor que escreveu um livro... Para quem se interessa por mudanças de paradigmas, sugiro a leitura do PrincÃpio da Incerteza de Heisenberg. Abraços e desculpe por alguma coisa, Marcos Andre br.linkedin.com/in/marcosandre twitter.com/marcosandreitsm --- In [email protected], "MansurR" <mansur...@...> wrote: > > Prezados (as), > > Como eu sempre digo a aus�ncia de CTP acaba com qualquer neg�cio. Se a sede esta na USP pq lan�ar livros em parceria com uma outra universidade? > > > Cordialmente > Ricardo Mansur > http://itgovrm.blogspot.com > http://twitter.com/itgovrm > ----- Original Message ----- > From: Marcos Roberto Schiezaro > To: [email protected] > Sent: Tuesday, July 13, 2010 12:49 AM > Subject: [itsm_br] itSMF Websites > > > > > Algu�m j� teve a curiosidade de olhar a lista de pa�ses com cap�tulos do itSMF? (link abaixo) > > http://www.itsmfi.org/content/chapters > > > > Reparem a mensagem colocada apenas cap�tulo Brasil... > > > > > > Abra�os, > > > > Marcos. >
