Por *Camila Rodrigues*
em IDG Now! <http://www.idgnow.com.br/>
4 agosto 2006

Do "ora pois" ao "orra meu", começou a ser construído um acervo histórico da
língua portuguesa, o Museu da Língua
Portuguesa<http://www.museudalinguaportuguesa.org.br/>,
instalado fisicamente onde foram recebidos os primeiros imigrantes no
Brasil: na Estação da Luz, região central de São Paulo. Mas a modernidade
exigiu que os ácaros passassem pelos fios e que o conteúdo também fosse para
a web.

O projeto Museu da Língua Portuguesa, realizado pelo Governo do Estado de
São Paulo <http://www.sp.gov.br/> e pela Fundação Roberto
Marinho<http://www.frm.org.br/>com a parceria de empresas públicas e
privadas, dispendeu um pouco mais de
um ano para conceber a arquitetura e o formato do portal, lembra Gustavo
Bastos, gerente de tecnologia da Fundação Roberto Marinho.

Segundo Bastos, a maior dificuldade foi encontrar um formato que tornasse um
site sobre língua portuguesa atraente para pessoas de qualquer classe social
ou formação educacional. "A gente tinha que alcançar uma estrutura que fosse
agradável e cativante para todos os usuários. Tivemos a preocupação de que
ninguém se sentisse excluído e não entendesse as informações", conta.

Para compensar, o tempo de desenvolvimento foi "um recorde" e durou quatro
meses, conforme observa Bastos. Para desenhar a arquitetura e desenvolver o
portal, foram contratados os serviços da BRQ <http://www.brq.com.br/>, que
utilizou plataforma WebSphere <http://www.ibm.com/websphere> baseada em
Linux <http://br-linux.org/> com banco de dados DB2 <http://www.ibm.com/db2>.
A segurança do portal foi garantida com um firewall também em plataforma
aberta.

Bastos revela que a infra-estrutura do portal e as licenças dos softwares de
publicação foram doadas pela IBM <http://www.ibm.com.br/>, um dos
patrocinadores do museu. Ele calcula um investimento de120 mil reais na
implantação e em torno de 280 mil reais com a produção de conteúdo - um
total de 400 mil reais.

Dezenas de acadêmicos, escritores e professores participaram com coletâneas,
artigo e aulas com registros da língua. Atualmente, já é possível conferir
no portal artigos sobre música, futebol, festas, religião, etimologia
(estudo da língua) e até uma lista classificada com frases de pára-choques
de caminhão. Também estão inseridos pequenos áudios e vídeos, recurso a ser
mais explorado em breve, de acordo com Bastos.

O gerente conta que serão inseridos o acervo com registros da língua falada,
representando a evolução da língua no Brasil desde o inicio do século. No
entanto, essa segunda fase do projeto deverá ser delegada à instituição que
assumir a administração e a manutenção do Museu - tanto em sua versão física
quanto online –, até o fim do ano. "Quem assumir o controle, então, será
responsável por inserir mais recursos interativos", diz Bastos. O nome da
entidade ainda não foi definido.


Fonte: 
http://idgnow.uol.com.br/internet/2006/08/04/idgnoticia.2006-08-04.1903374814/IDGNoticia_view



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Jonathan Pereira
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